terça-feira, 22 de abril de 2008



Fernanda Graciosa Botelho
30 anos, brasileira, solteira

fezinhabo@yahoo.com / nandagb@hotmail.com




Ø Centro Universitário Ibero-Americano
Letras: tradutor e Interprete – português/inglês (conclusão: dez/2007)

Ø Faculdades Metropolitanas Unidas
Direito (incompleto) – de jan/97 a dez/03


Proficiência em inglês (Alumni)
Windows/Office e Corel Draw (SOS Computadores)
Fluência em Tradução I – Oficina da Tradução com a Lia Wyler


CIATI III – Congresso Ibero-Americano de Tradução e Interpretação
CIATI IV – Congresso Ibero-Americano de Tradução e Interpretação

sexta-feira, 11 de abril de 2008

The Story of an Hour = Liberdade Roubada

The Story of an Hour
by Kate Chopin

Knowing that Mrs. Mallard was afflicted with a heart trouble, great care was taken to break to her as gently as possible the news of her husband's death.
It was her sister Josephine who told her, in broken sentences; veiled hints that revealed in half concealing. Her husband's friend Richards was there, too, near her. It was he who had been in the newspaper office when intelligence of the railroad disaster was received, with Brently Mallard's name leading the list of "killed." He had only taken the time to assure himself of its truth by a second telegram, and had hastened to forestall any less careful, less tender friend in bearing the sad message.
She did not hear the story as many women have heard the same, with a paralyzed inability to accept its significance. She wept at once, with sudden, wild abandonment, in her sister's arms. When the storm of grief had spent itself she went away to her room alone. She would have no one follow her.
There stood, facing the open window, a comfortable, roomy armchair. Into this she sank, pressed down by a physical exhaustion that haunted her body and seemed to reach into her soul.
She could see in the open square before her house the tops of trees that were all aquiver with the new spring life. The delicious breath of rain was in the air. In the street below a peddler was crying his wares. The notes of a distant song which some one was singing reached her faintly, and countless sparrows were twittering in the eaves.
There were patches of blue sky showing here and there through the clouds that had met and piled one above the other in the west facing her window.
She sat with her head thrown back upon the cushion of the chair, quite motionless, except when a sob came up into her throat and shook her, as a child who has cried itself to sleep continues to sob in its dreams.
She was young, with a fair, calm face, whose lines bespoke repression and even a certain strength. But now there was a dull stare in her eyes, whose gaze was fixed away off yonder on one of those patches of blue sky. It was not a glance of reflection, but rather indicated a suspension of intelligent thought.
There was something coming to her and she was waiting for it, fearfully. What was it? She did not know; it was too subtle and elusive to name. But she felt it, creeping out of the sky, reaching toward her through the sounds, the scents, the color that filled the air.
Now her bosom rose and fell tumultuously. She was beginning to recognize this thing that was approaching to possess her, and she was striving to beat it back with her will--as powerless as her two white slender hands would have been.
When she abandoned herself a little whispered word escaped her slightly parted lips. She said it over and over under her breath: "free, free, free!" The vacant stare and the look of terror that had followed it went from her eyes. They stayed keen and bright. Her pulses beat fast, and the coursing blood warmed and relaxed every inch of her body.
She did not stop to ask if it were or were not a monstrous joy that held her. A clear and exalted perception enabled her to dismiss the suggestion as trivial.
She knew that she would weep again when she saw the kind, tender hands folded in death; the face that had never looked save with love upon her, fixed and gray and dead. But she saw beyond that bitter moment a long procession of years to come that would belong to her absolutely. And she opened and spread her arms out to them in welcome.
There would be no one to live for during those coming years; she would live for herself. There would be no powerful will bending hers in that blind persistence with which men and women believe they have a right to impose a private will upon a fellow-creature. A kind intention or a cruel intention made the act seem no less a crime as she looked upon it in that brief moment of illumination.
And yet she had loved him--sometimes. Often she had not. What did it matter! What could love, the unsolved mystery, count for in face of this possession of self-assertion which she suddenly recognized as the strongest impulse of her being!
"Free! Body and soul free!" she kept whispering.
Josephine was kneeling before the closed door with her lips to the keyhole, imploring for admission. "Louise, open the door! I beg, open the door--you will make yourself ill. What are you doing Louise? For heaven's sake open the door."
"Go away. I am not making myself ill." No; she was drinking in a very elixir of life through that open window.
Her fancy was running riot along those days ahead of her. Spring days, and summer days, and all sorts of days that would be her own. She breathed a quick prayer that life might be long. It was only yesterday she had thought with a shudder that life might be long.
She arose at length and opened the door to her sister's importunities. There was a feverish triumph in her eyes, and she carried herself unwittingly like a goddess of Victory. She clasped her sister's waist, and together they descended the stairs. Richards stood waiting for them at the bottom.
Some one was opening the front door with a latchkey. It was Brently Mallard who entered, a little travel-stained, composedly carrying his grip-sack and umbrella. He had been far from the scene of accident, and did not even know there had been one. He stood amazed at Josephine's piercing cry; at Richards' quick motion to screen him from the view of his wife.
But Richards was too late.
When the doctors came they said she had died of heart disease-- of joy that kills.

A Liberdade Roubada por Fernanda Graciosa Botelho

Sabendo que a sra. Mallard tinha um problema de coração, tomou-se um grande cuidado para dar-lhe a notícia, da melhor maneira possível, sobre a morte do marido.
Foi sua irmã Josephine quem lhe contou, usando frases incompletas e dicas ocultas que se revelaram por meias-palavras. O Richards, amigo de seu marido, também estava lá, perto dela. Foi ele quem recebeu a notícia, lá no jornal, sobre o desastre na ferrovia, o qual apresentava o nome de Brently Mallard no topo da lista de “mortos”. Teve tempo, apenas, de se convencer da veracidade do ocorrido por um outro telegrama e apressou-se para ser ele a dar a triste notícia à esposa do amigo.
Ela não ouviu a história como as outras mulheres: com enorme dificuldade em aceitar o que aquilo significava. Ela chorou nos braços de sua irmã, com um grande e repentino sentimento de abandono. Quando aquela chuva de lágrimas terminou, a sra. Mallard retirou-se para o quarto. Ela não quis que ninguém a seguisse.
Sentou-se numa poltrona grande e confortável que estava voltada para a janela. Afundou nela, sentindo a pressão da exaustão física que consumia o seu corpo e parecia alcançar a alma.
Ela via, na praça em frente à sua casa, árvores repletas de vida, indicando a primavera - com aquele cheiro gostoso de chuva no ar. Numa rua abaixo, um vendedor ambulante falava alto, para vender as suas mercadorias. Ela ouvia vagamente as notas de uma música que alguém cantava à distância e ouvia também vários pardais cantarolando no beiral.
Havia manchas de céu azul aqui e acolá, por entre as nuvens que haviam se encontrado. Empilhando-se umas sobre as outras no lado esquerdo da janela.
Sentou-se com a cabeça apoiada na almofada de sua poltrona, quase que imóvel. Exceto quando vinha um soluço e fazia-a mexer feito uma criança que adormecera chorando e continuava a soluçar em seus sonhos.
Ela era jovem, com um rosto angelical cujas linhas refletiam repressão e até uma certa força. Mas, agora, havia um olhar vazio em seu rosto, cujos olhos fixavam-se ao longe, numa daquelas manchas de céu azul. Não era um olhar de reflexão, mas sim, um olhar sem conteúdo.
Havia algo chegando para ela, e ela o esperava receosa. O que seria? Ela não sabia: era muito sutil e evasivo para nomear. Mas ela o sentia aproximando-se pelo céu, através do som, do cheiro e das cores que preenchiam o ar.
Agora, seu peito arfava desordenadamente. Ela estava começando a reconhecer o que se aproximava para possuí-la e, com todo o seu ser, esforçava-se para combatê-lo – tão ineficaz quanto as suas mãos finas seriam. Quando ela desistiu, seus lábios entreabertos deixaram escapar uma palavra, que foi repetida muitas vezes.
-- Livre, Livre, Livre.
O olhar vazio e aterrorizado se foi. Seus olhos tornaram-se alertas e brilhantes. Sua pulsação era rápida e seu sangue fervia, relaxando cada parte do corpo.
Ela não queria saber se aquilo era ou não uma enorme alegria que a envolvia. Com uma percepção clara e exaltada, ela descartou essa possibilidade. Ela sabia que choraria de novo quando visse aquelas mãos delicadas e generosas recolhidas em seu leito de morte, aquele rosto que nunca ficara bem com outro amor além do dela, que agora estava imóvel, pálido. Mas ela enxergava muito além daquele momento de dor; um longo período de anos que pertenceria somente a ela. Com isso, a sra. Mallard abriu os braços para dar-lhes as boas-vindas.
Não haveria mais a quem se dedicar: ela viveria somente para si. Não haveria outro desejo além do dela competindo para ser realizado, como acontece com homens e mulheres que acreditam ter o direito de impor o seu próprio desejo ao do companheiro. Tenha ocorrido o fato por boa ou má intenção, este lhe pareceu um crime como outro qualquer até mesmo naquele momento de luz.
E, ainda assim, ela o amara... algumas vezes. Freqüentemente, não. O que isso importava?! O que o amor, o maior dos mistérios, poderia valer naquele momento de auto-afirmação, que reconheceu ser o mais forte impulso de sua vida.
-- Livre! De corpo e alma, livre! – ela continuava a sussurrar.
Josephine estava ajoelhada do outro lado da porta, com os lábios grudados na fechadura, implorando para entrar.
- Louise, abra a porta! Eu lhe imploro! Abra a porta! Você vai fazer mal a você. Louise, o que você está fazendo? Pelo amor de Deus, abra a porta!
- Deixe-me! Eu não estou me fazendo nenhum mal! – Não, ela estava bebendo o elixir da vida através daquela janela aberta.
Sua imaginação corria solta sobre aqueles dias que viriam. Dias de primavera, verão... todos os dias seriam só dela. Ela pediu rápido e baixinho que sua vida fosse longa. Ontem mesmo, ela pensara, com um jogo de ombros, que sua vida poderia ser longa.
Levantou-se e abriu a porta para a sua irmã entrar, depois de tanto importunar. Havia um brilho de vitória em seu olhar e ela se portava como uma verdadeira vencedora. Ela abraçou a cintura da irmã e, juntas, desceram a escada. Richards estava esperando por elas ao término dos degraus.
Alguém estava abrindo a porta da frente com a chave principal. Era Brently Mallard, quem chegara - um pouco sujo e amassado pela viagem, carregando o seu saco de roupas e um guarda-chuva. Ele esteve longe do local do acidente e nem sabia que tinha ocorrido um. Impressionou-se com o choro convulsivo de Josephine e o movimento rápido de Richards para escondê-lo da esposa.
Mas Richards demorou muito.
Quando os médicos chegaram, falaram que ela morrera do coração, de tanta emoção.


terça-feira, 8 de abril de 2008

Minha história

Tudo começou quando fui atropelada. Até então, eu cursava Direito, fiz 6 meses na Unip e depois fui para a FMU: na metade do 2º ano, fui atropelada. MAS SOU CHIQUE E FUI ATROPELADA EM CANCUN (haha)!
Depois daí, minha vida deu uma reviravolta.
Após a recuperação, voltei para a faculdade. Insisti por 2 anos, mas não era mais a minha praia.
Passei 1 ano tentando descobrir o que eu queria fazer de verdade. Nesse interim, fiz a SOS Computadores, um curso de legenda, e descobri a minha vocação: SER TRADUTORA: eu gosto de ler, fiz intercâmbio, falo muito bem o inglês, já traduzia por conta própria músicas e contos.
Decidi fazer faculdade de Letras e aprofundei-me nas técnicas da tradução.
O meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) foi sobre essas técnicas. A partir da minha tradução do conto The Story of an Hour, revelei os mecanismos para uma tradução fiel ao contexto do conto.
A formatura foi em fevereiro. E, agora, estou à procura de trabalhos.